
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Alvaro de Campos
"O drama de Campos concretiza-se num apelo dilacerante entre o amor do mundo e da humanidade".
Este poeta revela, tal como Pessoa, uma inadaptação à existência.
A sua poesia, surge como uma manifestação do futurismo.
Características:
- para Campos a sensação é tudo;
- rejeita o pensamento;
- considera a sensação captada pelos sentidos como a única realidade;
- "sentir é tudo";
- ...
Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos."
Ricardo Reis
"Os seus poemas são marcados pelo paganismo, onde se mistura estoicismo e epicurismo." A sua poesia apresenta um estilo rigoroso e denso, bem como, diversos eufemismos, metáforas e comparações.
"Em Ricardo Reis há a apatia face ao mistério da vida, mas também se encontra o mundo de angustias que afecta Pessoa".
Características:
- rejeita as emoções e sentimentos;
- para ele, apenas o momento importa "carpe diem" interessa;
- o seu principal objectivo é não sofrer;
- considera todo o compromisso inútil, pois para ele, a vida é leve
- ...
"Senta-te ao sol. Abdica
E se rei de ti próprio."
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Alberto Caeiro
Alberto Caeiro é apresentado como o "Guardador de Rebahos", uma personagem simples - daí a sua linguagem ser simples e familiar e os seus poemas serem marcados por uma pobreza lexical e poucos recursos estilisticos.
Características:
- recusa o pensamento, sobretudo o metafísico;
- considera que o pensamento apenas falsifica as coisas;
- considera o excesso de sensações;
- ....
Basicamente, Caeiro considera que "as coisas são como são".
"Eu não tenho filosofia: tenho sentidos..."
"Pensar é estar doente dos olhos."
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Se, depois de eu morrer...
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem setimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza.
Alberto Caeiro

